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[Hidrogénio] [Automóvel movido a ar comprimido] [Motor Stirling de Ar Quente] O hidrogénio é o elemento mais simples conhecido pelo
Homem. Um átomo de hidrogénio é composto por um protão e um electrão. Este
é o elemento mais abundante no universo, e a fonte de toda energia que nos
recebemos do sol, sendo a massa do sol constituída por mais de 30 % de
hidrogénio atómico. O sol é basicamente bola gigante de hidrogénio e
hélio. Num processo que é designado por fusão, quatro átomos de hidrogénio
combina-se para formar um átomo de hélio, libertando energia na forma de
radiação. Esta energia radiante é para nós a mais abundante fonte de
energia, dando-nos luz, calor, vento e permite o crescimento das plantas,
sendo armazenada na forma de combustíveis fosseis, tais como o carvão,
petróleo, metano (CH4),
hidratos de metano e também encontra-se em todo o tipo de vegetação -
biomassa. Propriedades físicas do Hidrogénio O Hidrogénio no seu estado livre e em condições de temperatura e pressão normais, é inodoro e não tem cor. Tem a maior quantidade de energia por unidade de peso - 141,9 mJ/kg - em relação a qualquer combustível conhecido, por exemplo 1kg de hidrogénio a mesma quantidade de energia do que 2.8 kg de gasolina. A sua densidade é de 0.0899 g/l, ou seja, o ar é 14.4 vezes mais denso, e a temperatura de mudança de fase de líquido para gás é de -252,77 ºC, tendo na fase líquida uma densidade de 70.99 g/l, ao passo que a gasolina tem uma densidade de 750 g/l, que o torna ideal para a propulsão de naves espaciais, que requer um combustível com um baixo peso com uma elevada energia. O coeficiente de difusão do hidrogénio é de 0,61 cm3/s que é quatro vezes superior ao do metano. Consequentemente a mistura do Hidrogénio no ar é mais rápida do que o metano ou vapores de petróleo, o que se torna vantajoso num ambiente aberto, mas representa uma desvantagem em espaços fechados pouco ventilados, uma vez que o hidrogénio tem uma gama de concentrações para o qual se inflama ([4 - 75%] do volume) maior do que os outros combustíveis (metano queima a [5,3 - 15%] e o propano [2,1 - 9,5%] de concentrações por volume). A chama do hidrogénio não é visível à luz do dia porque tem uma emissividade muito baixa (de 17 a 25 %), sendo assim a radiação emitida é mais baixa do que os outros combustíveis fosseis, como por exemplo o butano ou o propano, ou até mesmo a gasolina (de 34 a 43 %), sendo assim o hidrogénio torna-se menos perigoso em caso de acidente porque o calor transmitido pela radiação é menor. Quando a combustão do hidrogénio se dá com oxigénio puro, o único produto da reacção é a água, libertando-se calor. Mas quando combustão é feita com ar, que possui cerca de 68% de azoto, dá-se a emissão de óxidos de azoto (NOx), que aumentam exponencialmente com a temperatura da chama. Quando a queima do hidrogénio se dá sob condições apropriadas nos motores de combustão ou em turbinas de gás, as emissões são muito pequenas ou negligenciáveis. Pode haver vestígios de hidrocarbonetos e emissões de monóxido de carbono, resultantes apenas da combustão do óleo do motor na câmara de combustão do motor de combustão interna. Hidrogénio - O Combustível do Futuro O Hidrogénio, quando produzido por fontes de energia renováveis, a sua utilização através de células de combustível, é totalmente limpa, formando apenas como produtos da reacção água e calor, não havendo quaisquer emissões de partículas, monóxido de carbono, dióxido de carbono (CO2), óxidos de azoto (NOx) e óxidos de enxofre (SOx) que são responsáveis por problemas ambientais tais como chuvas ácidas, problemas respiratórios e pelo aquecimento global do planeta.
Sendo assim o hidrogénio tem um grande potencial ambiental, fazendo parte de um ciclo de vida limpo, tornando-se um sério candidato a substituir a actual economia baseada nos combustíveis fosseis. Para que isto seja possível terá que se criar as seguintes infra-estruturas: Links com interesse
Bibliografia: - Hydrogen Combustion Technologies (Short course on Sustainability Assessment of Hydrogen Energy) - Prof. M. Graça Carvalho, IST).
Automóvel movido a ar comprimido Automóveis movidos a ar comprimido irão ser brevemente
lançados no mercado. Os automóveis e táxis são fabricados com a capacidade de comprimir o ar, ligando – se à corrente eléctrica (220 V) durante a noite para recarregar o depósito num período de 3-4 horas, necessitado uma potência de cerca de 22 kW. Durante o dia o carro tem uma autonomia média de 200 km. O carro deve a sua autonomia aos depósitos de fibra que armazenam 90 metros cúbicos de ar comprimido a 300 bares de pressão. O motor funciona com ar retirado da atmosfera previamente filtrado. A expansão do ar comprimido introduzido no cilindro impulsiona os pistões conseguindo assim desenvolver movimento. O carro tem incorporado um sistema de recuperação da energia de travagem, comprimindo o ar do ambiente, injectando - o no sistema de depósitos. O ar que sai do tubo de escape é inclusivamente mais
limpo do que o ar que entrou, visto que o mesmo ar é filtrado antes de ser
injectado no motor. Por outro lado, o sistema de climatização do carro
aproveita o ar frio expulsado. Finalmente, devido à ausência de combustão,
a mudança de óleo só terá de se realizar no fim de cada 50.000 km. No caso dos Açores, com o grande potencial disponível em termos de geotermia e energia eólica, esta tecnologia revela -se bastante promissora. ARENA – Agência Regional da Energia da Região Autónoma dos Açores Fonte – EDIE news Links com interesse
Motor Stirling de Ar Quente O Motor Stirling foi inventado por Robert Stirling em 1816, sendo um motor de baixa poluição, porque o calor é aplicado externamente a partir de qualquer fonte de calor. Pode ser alcançada uma combustão mais completa do combustível num motor de combustão externo resultando assim numa emissão mais limpa e ecológica. Este tipo de motor pode operar bem numa variedade de combustíveis, por exemplo gás natural, propano, álcool, hidrogénio, gasolina, combustíveis sólidos, ou mesmo calor solar. O motor stirling tem um funcionamento silencioso em contraste com os habituais motores de combustão interna que utilizam combustíveis fosseis. Este motor não utiliza CFCs e não produz resíduos que destroem o ambiente. São alcançadas eficiências termodinâmicas mais elevadas nos motores de ciclo de stirling em comparação com outros motores térmicos. O motor Stirling não tem um funcionamento complicado. Não há carburadores, sistemas de ignição, válvulas, ou outros mecanismos complicados. Este tipo de motores opera através da expansão do ar quando este é aquecido, e a contracção deste mesmo ar quando arrefece. A fonte de calor pode ser madeira, fuelóleo, luz do sol, ou fonte geotérmica. O arrefecimento é feito pela água, ar, ou até por cubos de gelo. A razão pela qual este tipo de motor não é muito comum na maior parte das aplicações, nomeadamente em automóveis é porque a fonte de calor é externa e o motor necessita de algum tempo para aquecimento antes que este produza trabalho útil e também não é possível fazer uma variação rápida da sua potência, esto porque leva algum tempo para que o calor seja conduzido através das paredes dos cilindros para o ar no seu interior. Links com interesse
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